Cachorro com calazar: 6 mitos e verdades sobre a leishmaniose

Postado por PETZ, em Atualizado em Apr 12, 2019

Bem-Estar
Cachorro com calazar: 6 mitos e verdades sobre a leishmaniose
Tempo de leitura: 4 minutos

O cachorro com calazar ou com a zoonose conhecida como leishmaniose visceral canina precisa de cuidados, pois é uma condição extremamente preocupante e perigosa.

A doença é causada por um protozoário que ataca o sistema imunológico de cachorros e humanos e, se não tratada, pode ser fatal em até 95% dos casos, depois de atingir baço, fígado e nódulos linfáticos.

Embora tenha conseguido reduzir o número de casos da doença em humanos, o Brasil ainda é um dos 6 países com mais diagnósticos de leishmaniose visceral a cada ano. E os cães figuram como reservatório do protozoário.

Ainda hoje, porém, muitos mitos sobre o que significa calazar persistem e a doença, apesar de grave, é considerada tratável e curável. A seguir, veja o que é verdade sobre o calazar canino.

1. O calazar é transmitido por um mosquito

Verdade! O mosquito Lutzomyia longipalpis, também conhecido como mosquito palha, é o principal vetor do calazar. Porém, para transmitir a doença, o mosquito precisa primeiro picar um animal infectado e sugar uma amostra de sangue com o protozoário Leishmania. No intestino do inseto, o protozoário vai, então, se transformar na forma infectante.

Ao picar um novo animal, o parasita é transmitido, contaminando um novo hospedeiro. O que muita gente não sabe é que apenas as fêmeas do mosquito picam os mamíferos, em busca de sangue para amadurecer os ovos de seus filhotes.

2. Cães doentes podem transmitir o calazar para pessoas

Trata-se de uma questão mais complicada, porque a doença não é transmitida pelo contato com uma pessoa ou com um pet doente. No entanto, caso um mosquito pique um cachorro infectado, ele se tornará um vetor da doença e poderá contaminar humanos.

Por isso, todo cuidado é pouco quando se fala em Leishmaniose. Uma vez diagnosticada a doença em um pet, ele sempre precisará de cuidados especiais e orientação de especialistas.

3. É uma doença que não possui sintomas

Não é bem assim. O conjunto de sintomas do calazar permitem que se suspeite da infecção. “O problema é que a doença pode ficar incubada por muito tempo, sem causar manifestações clínicas no hospedeiro”, afirma a médica-veterinária da Petz, Dra. Bruna Veiga.

Isso aumenta o perigo da doença, já o pet pode ter se tornado um hospedeiro sem que o tutor saiba. Entre os sintomas possíveis estão:

  • Regiões do corpo sem pelo;
  • Feridas na pele, principalmente na face;
  • Crescimento anormal das unhas;
  • Anorexia;
  • Emagrecimento;
  • Abdômen aumentado,
  • Paralisia dos membros.

Caso seu amigo apresente um ou mais desses sintomas, leve-o o quanto antes para uma consulta com o veterinário.

4. O calazar possui um diagnóstico difícil

Infelizmente, essa afirmação é verdadeira. Durante os estágios iniciais da doença, apenas a observação de sintomas pode não dar um diagnóstico correto. Por isso, os veterinários recorrem a exames laboratoriais bastante complexos.

Entre eles, os mais comuns costumam ser a sorologia, em busca de uma reação do organismo à presença do agente, e a citologia, em busca do próprio parasita. Outros exames mais precisos também podem ser utilizados para se ter a certeza do diagnóstico.

5. O cachorro diagnosticado com calazar deve ser sacrificado

Até recentemente, a principal orientação ao se identificar um cachorro com calazar era sacrificar o pet, para evitar que ele se tornasse um reservatório de protozoários e colocasse em risco a saúde humana. Apesar de parecer cruel, essa não era uma decisão pessoal do veterinário, mas a determinação de órgãos de saúde do país.

Atualmente, no entanto, é possível fazer o tratamento dos cães contaminados, com remédios modernos e eficazes. Vale lembrar, no entanto, que o calazar ainda é uma doença extremamente perigosa, e o tratamento deverá ser acompanhado de perto por um médico-veterinário de confiança ao longo de toda a vida do cachorro.

6. Os repelentes são a melhor forma de evitar o calazar

Verdade! A melhor maneira de evitar a Leishmaniose Visceral Canina é usando repelentes que mantêm os mosquitos longe de seu amigo. Dessa forma, é possível prevenir picadas e, consequentemente, a transmissão da doença, que precisa do mosquito para completar seu ciclo. Aprenda como e porquê usar repelente para cachorro.

Nesse sentido, estudos mostram que o método mais eficiente de repelir insetos é por coleiras. Em lojas e pet shops modernos, como a Petz, é possível encontrar modelos variados de repelentes, que poderão se adaptar perfeitamente à rotina de seu amigo de quatro patas. Para manter a prevenção do seu pet sempre garantida, também confira vacinas para cachorros.

Vale sempre ressaltar que, ao notar qualquer sintoma ou sinal de doença, um veterinário deve ser contatado imediatamente. O calazar é grave e perigoso, e o acompanhamento de um profissional é essencial para garantir a segurança não só do pet, mas de todas as pessoas da família.

Compartilhe:

#

Petz

Aqui você encontra tudo e um pouco mais sobre o incrível mundo animal e fica por dentro dos cuidados essenciais com seu bichinho de estimação, seja para um cachorro, gato, passarinho, hamster, peixes e muitos outros — ou todos eles!

Petz

#

Aqui você encontra tudo e um pouco mais sobre o incrível mundo animal e fica por dentro dos cuidados essenciais com seu bichinho de estimação, seja para um cachorro, gato, passarinho, hamster, peixes e muitos outros — ou todos eles!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 Comentários

Liduína - 14/08/2019

Gostei das explicações. São simples e claras, fáceis de entender.