Será que cachorro pode comer fubá?

Postado por PETZ, em Atualizado em Dec 15, 2021

Alimentação
Será que cachorro pode comer fubá?
Tempo de leitura: 4 minutos

Obtido a partir da moagem do grão de milho degerminado, o fubá é um ingrediente que desperta a memória afetiva de muita gente em receitas típicas do convívio familiar, como bolo, broa e polenta. Mas nem tudo que pode ser consumido pelos tutores, pode ser ingerido pelo pet. Então, será que cachorro pode comer fubá?

cachorro pode comer fuba

Para quem convive com um animal de estimação e gosta de consumir esse tipo de alimento no dia a dia, é comum que, em algum momento, o pet se aproxime e insista para ganhar um pedacinho de comida. Por isso, é preciso entender se é isso permitido para o organismo dos peludos.

Afinal, faz mal dar fubá para cachorro?

De acordo com a Dra. Mariana Porsani, médica-veterinária especialista em nutrição animal, cachorro pode comer fubá. O ingrediente não é tóxico para os cachorros, de modo que não é um alimento inteiramente proibido. Porém, isso não significa que você possa oferecê-lo ao pet com regularidade.

Ainda que o milho, que dá origem ao fubá, seja muito usado na formulação de rações para cachorros, contribuindo para o fornecimento de energia, o fubá é relativamente pobre em nutrientes, mas rico em calorias. Ou seja, o fubá engorda o cachorro, dependendo da quantidade ingerida. 

“Se for fornecido em grandes quantidades e com pouca proteína, ele pode levar a uma deficiência nutricional, além de contribuir para o ganho de peso que, por sua vez, pode desencadear problemas de saúde”, alerta a especialista.

Bolo, polenta, broa e outros alimentos preparados com fubá

Conforme já dissemos, o milho não é um alimento tóxico para cachorros. Mas se você está pensando em como fazer fubá para cachorro, é preciso ter cuidado com certas receitas preparadas com o ingrediente.

Nesse sentido, por mais que cachorro pode comer fubá, evite ao máximo oferecer bolos, broas e biscoitos próprios para humanos. Ricos em açúcar e gorduras, eles favorecem o ganho de peso quando consumidos com frequência, além de aumentarem o risco de doenças como diabetes.

Já as receitas salgadas, como a polenta, muitas vezes são preparadas com ingredientes altamente tóxicos para os cães, como é o caso do alho e da cebola. Lembrando que o óleo utilizado no preparo também é prejudicial a longo prazo. 

Por isso, resista sempre para não oferecer fubá para cachorro quando se trata dessas receitas que podem prejudicar a saúde do seu amigo de quatro patas! 

Como incluir o fubá na dieta do cachorro?

Dizer que um alimento não é tóxico para os cães não significa que você possa ou deva incluí-lo na dieta do seu amigo. Isso porque, além de agregarem pouco em termos nutricionais, eles ainda contribuem para provocar alterações prejudiciais ao organismo, tornando-se um risco a médio e longo prazo. 

Formuladas de acordo com as necessidades da espécie, levando em conta outros fatores, como porte, idade e até estado de saúde, as rações comerciais são a maneira mais prática de garantir ao pet uma alimentação completa e balanceada, o que dispensa a necessidade de suplementação.

Em caso de alterações sugestivas de deficiências nutricionais, um médico-veterinário deverá ser consultado. Lembre-se de que, além da alimentação, o quadro pode estar associado à má absorção causada por problemas como verminoses, doenças gastrointestinais, etc. 

Já no caso da alimentação caseira, é imprescindível que a dieta seja prescrita por um médico-veterinário especialista, após uma avaliação cuidadosa do paciente e de indicações adequadas. 

cachorro pode comer fuba

A Dra. Mariana diz que uma possibilidade de incluir o fubá de milho para cachorro na alimentação do pet é utilizá-lo em pequena quantidade no preparo de petiscos caseiros, como biscoitinhos. Lembrando que eles também devem ser oferecidos com moderação!

Como (e porque) resistir aos olhares pidões

Todos os meses, milhares de pessoas recorrem à internet para descobrir respostas para perguntas como “cachorro pode comer fubá de milho?”. A dúvida surge porque muitos tutores têm dificuldade em resistir aos olhinhos pidões enquanto comem. Porém, há bons motivos para evitar compartilhar comida com o cão.

Ainda que muitos de nossos alimentos não sejam tóxicos para os cães, biscoitos, bolos e frituras tornam o indivíduo mais propenso a desenvolver uma série de problemas ligados à ingestão excessiva de açúcares e gorduras.

É importante destacar que os cães são muito bons em perceber nossos sentimentos e comportamentos, inclusive nossas fraquezas. Assim, quanto mais cedemos à tentação de compartilhar comida, a tendência é que eles se tornem cada vez mais insistentes, passando a consumir cada vez mais alimentos inadequados.

Para evitar que isso aconteça, não tem jeito: é preciso ser firme e evitar dar comida humana para o cachorro de maneira consistente. Com o tempo, o cachorro entenderá que a insistência não funciona e deixará de implorar por alimentos.

Entretanto, é possível dar outros alimentos ao cachorro, além da ração e de petiscos prontos. Pouco calóricas e gordurosas, algumas opções de frutas e legumes podem ser usadas como petisco natural, como maçã, pera, melão e melancia sem sementes, além de chuchu, abobrinha e cenoura. 

cachorro pode comer fuba

Com isso, você já sabe se cachorro pode comer fubá e entende como evitar que o seu pet coma o que não deve, mesmo com os olhos pidões te encarando. Para descobrir outros alimentos que o seu pet pode comer, acompanhe nossos conteúdos aqui, no blog da Petz!

Compartilhe:

#

Petz

Aqui você encontra tudo e um pouco mais sobre o incrível mundo animal e fica por dentro dos cuidados essenciais com seu bichinho de estimação, seja para um cachorro, gato, passarinho, hamster, peixes e muitos outros — ou todos eles!

Petz

#

Aqui você encontra tudo e um pouco mais sobre o incrível mundo animal e fica por dentro dos cuidados essenciais com seu bichinho de estimação, seja para um cachorro, gato, passarinho, hamster, peixes e muitos outros — ou todos eles!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *