Convulsão em cachorro: saiba como agir

Postado por PETZ, em Atualizado em Nov 16, 2021

Bem-Estar
Convulsão em cachorro: saiba como agir
Tempo de leitura: 3 minutos

Os casos de convulsão em cachorro são bastante preocupantes por caracterizarem manifestações motoras involuntárias. O problema costuma vir acompanhado de outros sinais, como rigidez muscular, salivação excessiva (que pode espumar) e até perda da consciência. 

cachorro triste

Porém, a apreensão vai além do susto: assim como acontece conosco, se não assistida adequadamente, a convulsão canina pode deixar sequelas graves. Vamos conhecer as principais causas dessas crises e saber o que fazer para contê-las? Acompanhe a seguir!

Afinal, o que acontece com o organismo durante uma convulsão?

Como veremos, o que causa convulsão em cachorro pode variar, mas a caracterização no organismo é sempre a mesma. As crises ocorrem devido a uma espécie de curto-circuito cerebral, quando, por algum motivo, há um desequilíbrio na interação de neurotransmissores excitatórios e inibitórios. 

Isso acarreta a convulsão, que é marcada pelos seguintes sinais nos cães:

  • contração involuntária de todo o corpo ou parte dele (movimentos de pedalagem);
  • vocalização;
  • salivação;
  • perda de consciência.

É interessante destacar que esse quadro pode acontecer de duas formas: convulsão generalizada e convulsão focal em cachorro. A diferença entre elas está na área cerebral afetada. 

“Uma convulsão focal ocorre quando apenas uma parte do cérebro sofre com descargas desordenadas de impulsos elétricos”, explica a Dra. Beatriz Helena Bauman Viana, médica-veterinária da Petz. Nesse caso, ela diz que, muitas vezes, o pet não perde a consciência e apresenta a contração de apenas alguns músculos.

Quais são as principais causas da convulsão em cachorro?

O curto-circuito cerebral que leva aos movimentos involuntários pode ter diversas causas. De acordo com a Dra. Beatriz, entre as mais comuns, é possível citar:

  • intoxicação por venenos;
  • traumas cranianos;
  • distúrbios metabólicos (como hipoglicemia e insuficiência renal);
  • inflamações e infecções;
  • tumores cerebrais;
  • epilepsia.

Os sintomas de convulsão em cachorro têm cura e são comuns. Inclusive, algumas raças possuem mais chances de ter essas crises. Isso se deve a uma maior predisposição genética a doenças que contam a convulsão como um dos sinais.

olho de cachorro

Nesse sentido, raças como Beagle e Setter Irlandês têm mais predisposição para epilepsia. “Outras espécies são mais propensas às doenças inflamatórias do encéfalo, como Yorkshire, Maltês e Lhasa Apso”, destaca a veterinária. “Já Boxer e Golden Retriever apresentam mais predisposição a desenvolver tumores cerebrais”.

Caso o seu cachorro já tenha predisposição às doenças, realize check-up com frequência no veterinário, que vai indicar os exames adequados para analisar como está a saúde do seu peludo e garantir tratamentos precoces quando for necessário. 

Como agir diante de crises de convulsão em cachorro?

Ainda que não seja uma doença, mas apenas um sintoma, a convulsão em cachorro pode deixar sequelas graves e irreversíveis, independentemente da idade em que aconteça. Por isso, caso ocorra, é importante agir de imediato para diminuir os riscos futuros. 

“O cachorro pode ter lesões cerebrais irreversíveis. Muitas vezes, há falta de oxigenação cerebral durante a crise, o que pode levar a áreas de necrose no cérebro”, explica a veterinária.

Para reduzir os impactos, ao perceber os sintomas de convulsão em cachorro, mantenha-o deitado de lado em um local confortável e, de preferência, acolchoado. “Caso a crise não cesse sozinha após dois minutos, leve o cão a um hospital veterinário para pronto atendimento imediatamente”, diz a especialista.

Mesmo que a crise passe, é importante procurar ajuda quanto antes (idealmente, logo em seguida), para receber o diagnóstico e as orientações adequadas, prevenindo novos episódios e evitando sequelas. Afinal, o tratamento, incluindo remédio para convulsão em cachorro, e a prevenção dependem da origem do problema.

Recomendações básicas

A convulsão em cachorro é comum, mas deve ser levada a sério para que o animal de estimação tenha o tratamento e os cuidados adequados, a fim de evitar sequelas e possíveis problemas de saúde. 

Quando os sintomas são identificados no cão, o indicado é não tentar nenhum tratamento por conta própria, já que isso pode não ter efeito nenhum ou até piorar o quadro do animal. 

cachorro olhando para o lado
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Petz

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