Cachorro agressivo: causas e o que fazer para lidar com o problema

Postado por PETZ, em Atualizado em Dec 11, 2018

Cachorros
Cachorro agressivo: causas e o que fazer para lidar com o problema
Tempo de leitura: 5 minutos

Uma boa palavra para definir a relação entre cães e seus tutores é a convivência. Afinal, esses pets não apenas moram conosco, mas estão sempre ao nosso lado, interagem com a gente e adoram dar e receber carinho. E é justamente por conta dessa simbiose que ter um cachorro agressivo em casa costuma acarretar problemas para a família toda.

Isso porque, além do risco de mordidas e outros comportamentos indesejados, cachorros bravos tendem a ser isolados do convívio familiar. Isso, por sua vez, é bastante prejudicial para a saúde do pet e também para nós, que perdemos a chance de compartilhar bons momentos com esses companheiros.

 

Por que os cães se tornam agressivos?

Não existe uma única causa para a agressividade em cães. De acordo com a Dra. Suelen Jaiane Benevides da Silva, médica-veterinária da Petz Washington Luís, ela sempre é multifatorial.

“O comportamento sofre influência significativa de fatores como genética, idade, sociabilização, aprendizagem, ambiente, estado de saúde e até condição reprodutiva”, diz a especialista. Como exemplo, ela cita os principais fatores – tanto fisiológicos quanto ambientais – para a agressividade em cães:

  • Dominância e possessão
  • Medo
  • Dor
  • Territorialismo
  • Distúrbios hormonais
  • Solidão
  • Privação de água ou de alimento
  • Maus tratos
  • Proteção materna

 

Isso significa que mesmo um pet de temperamento dócil pode se tornar agressivo. Para isso, basta que ele esteja com algum problema de saúde ou mesmo tendo certos comportamentos indesejados reforçados por conta de um adestramento inadequado. O que nos leva a outra questão polêmica.

 

Afinal, existem raças mais agressivas do que outras?

Segundo a Dra. Suelen, o tema ainda é bastante controverso. “Algumas literaturas sugerem que certas raças foram selecionadas ao longo do tempo, através da reprodução artificial, com o intuito de proteção, guarda ou luta”, diz. Com isso, ela explica que essas raças apresentariam menos timidez e níveis de agressividade mais elevados diante de estímulos emocionais. Abaixo, a especialista listou algumas das mais famosas:

  • Akita
  • Pastor Australiano
  • Pastor Alemão
  • Pitbull Terrier
  • Rottweiler
  • Fila Brasileiro
  • Husky Siberiano
  • Chow-Chow

 

Vale frisar, no entanto, que a genética sozinha não é capaz de determinar se um cachorro será agressivo ou não. Dependendo dos cuidados recebidos, por exemplo, um Pitbull pode ser muito dócil e brincalhão. Ainda assim, é importante ficar atento ao comportamento dessas raças, principalmente devido ao porte e à força da mordida delas.

 

Agressividade em cães: reconheça os primeiros sinais

Diferente do que muitos pensam, a mordida não é o único sinal da agressividade em cães. Na verdade, muitos só costumam recorrer a ela em último caso, quando todos os outros sinais de que estão desconfortáveis por algum motivo ou situação não foram respeitados.

De acordo com a Dra. Suelen, fique atento caso o pet comece a rosnar e a morder outras pessoas e animais com frequência, não responda a comandos básicos, faça demarcação territorial intensa e demonstre comportamento possessivo com brinquedos, comida e pessoas.

Por outro lado, fique tranquilo caso seu cachorro faça barulhos ou tenha uma atitude enérgica ao brincar com brinquedos, com outros pets ou mesmo com você. Assim como o gosto por morder objetos diversos, esses são comportamentos normais e saudáveis dos cachorros.

 

O que fazer quando o cachorro avança

Não é só o comportamento contínuo que pode indicar a agressividade em cães. Geralmente, eles também costumam dar sinais de que estão incomodados antes de partir para a mordida.

“O cão pode manifestar uma sequência de sinais sutis antes de um ataque com o objetivo de que o oponente retroceda imediatamente, de forma a evitar o conflito”, explica a veterinária.

Ainda de acordo com ela, esses sinais – conhecidos como sinais de apaziguamento – evoluem gradualmente, conforme a escala abaixo:

  1. O cão boceja, pestaneja ou lambe o nariz;
  2. Afasta o focinho ou vira a cabeça para o lado;
  3. Senta, dá patadas ou vira o corpo para outra direção;
  4. Desloca-se para outro lado, afastando-se;
  5. Rasteja, com as orelhas para trás;
  6. Mantém-se agachado, com a cauda para baixo;
  7. Deita-se e eleva as patas anteriores;
  8. Fica em postura ereta, com olhar fixo;
  9. Rosna;
  10. Ameaça que vai morder;
  11. Morde.

 

A Dra. Suelen ressalta que, em algumas situações, o cão pode ir direto para o rosnado e para a mordida. É o que costuma acontecer, por exemplo, quando pisamos nele sem querer ou quando ele passa por algum tipo de dor aguda.

Seja como for, ao perceber que o pet manifestou qualquer um desses sinais, o melhor a fazer é parar de fazer o que se está fazendo. “O tutor deve tentar ficar imóvel e tranquilo, e não esboçar linguagem corporal de medo ou movimentos bruscos que possam ser entendidos como ameaça”, diz a veterinária. Além disso, ela recomenda não brigar com o pet nesse momento e ser o mais indiferente possível à situação.

 

Como evitar que o cão se torne agressivo

Se o seu pet já demonstra comportamentos agressivos, a primeira coisa a se fazer é procurar um veterinário. Isso porque somente um especialista será capaz de descartar a possibilidade de doenças que possam estar provocando mudanças no comportamento do cachorro.

Constatado que não se trata de um problema de saúde físico, a recomendação é procurar um veterinário especialista em comportamento ou adestrador de cachorro. Depois de identificar as situações que desencadeiam a agressividade, ele poderá realizar e indicar técnicas adequadas para lidar com cada situação.

Já se seu cachorro ainda é um filhote, temos uma boa notícia! Essa é a fase de maior aprendizado e de sociabilização dos cães. Por isso, o ideal é que você passeie bastante com ele e o apresente a diversos tipos de pessoas, de animais e de ambientes. Assim, ele se tornará um cão adulto muito mais tranquilo, seguro e sociável!

Além disso, também é muito importante estabelecer uma rotina e limites para o pet, assim como ensinar a ele alguns comandos básicos.

Ah, e nunca utilize agressão física ou maus tratos como forma de punição! Além de prejudiciais para a saúde dos bichinhos, elas só reforçam a agressividade e acabam se tornando um cachorro estressado.

“Deve haver um esforço para entender, através da linguagem corporal, o que o pet quer nos comunicar. Assim fica mais fácil entender um pouco destes enigmáticos e maravilhosos companheiros”, diz a veterinária.

Lembrando que um cão em boas condições de saúde é menos propenso a desenvolver problemas de agressividade. Encontre a unidade mais próxima a você ou acesse o Pet Shop on-line da Petz e garanta já tudo o que você precisa para o bem-estar do seu amigo!

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Aqui você encontra tudo e um pouco mais sobre o incrível mundo animal e fica por dentro dos cuidados essenciais com seu bichinho de estimação, seja para um cachorro, gato, passarinho, hamster, peixes e muitos outros — ou todos eles!

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2 Comentários

Christianne Fontes - 08/01/2019

A Dra. Suelen é maravilhosa!!!!!! Um veterinária e tanto e uma pessoa mais fantástica ainda!!!! Só gostaria de deixar registrado meu elogio de coração para ela <3

Solange Rosa Sobrinho - 16/11/2019

Adorei as dicas que recebi aqui,foram uteis para meu entendimento.A Dra. é maravilhosa.