Todo tutor de gato já sabe de cor algumas doenças que podem atingir os felinos e que merecem atenção. Mas você sabe o que é linfoma em gatos? A condição pode surgir de forma silenciosa e nem sempre é uma possibilidade que passa na cabeça dos humanos quando os sintomas começam a aparecer no pet.
Entretanto, é uma doença grave e quanto antes for feito o diagnóstico, melhor. Pensando nisso, o blog da Petz te explica, em detalhes, o que é linfoma em gatos, os principais tipos, sintomas de alerta e como é feito o tratamento.
O linfoma em gatos é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático dos felinos, impactando principalmente linfócitos — ou seja, as células que protegem o organismo. Esse sistema é responsável por combater infecções causadas por bactérias, vírus, parasitas e outros agentes. Quando o linfoma se desenvolve, essas células começam a se multiplicar de maneira descontrolada, podendo causar diversas alterações no organismo.
Embora o linfoma possa surgir em várias partes do corpo do gato, ele afeta frequentemente órgãos como os rins, fígado, baço e até o trato gastrointestinal. Um dos principais fatores de risco para o surgimento da doença são as presenças de retroviroses no felino.
Por isso, pode ser comum o linfoma em gatos com FeLV e FIV, que são outras doenças que comprometem o sistema imunológico do pet.
Existem diferentes tipos de linfoma nos gatos. Porém, alguns dos principais, que devem chamar atenção dos tutores são:
Se você é tutor de pet, deve estar se perguntando quais são os sinais de linfoma em gatos para ficar atento. Como visto, essa é uma doença que pode afetar diferentes órgãos, o que também vai impactar na demonstração clínica do câncer.
Entretanto, existem alguns sintomas do linfoma em gato que são mais comuns e, por isso, valem a sua atenção. Eles são:
Se você observar qualquer um desses sintomas no gato, é fundamental levá-lo ao médico-veterinário para que seja feita uma análise do quadro. Mesmo que não seja linfoma, existem outras doenças que podem causar sintomas semelhantes e que também precisam de investigação e tratamento.
Como dito, o primeiro passo caso você suspeite de linfoma em gatos, é levar o pet para uma consulta com o médico-veterinário. Assim, o profissional pode realizar uma avaliação física do animal, verificando o quadro clínico. É possível também que o veterinário questione sobre o passado do pet, além de solicitar exames antigos para comparação.
Após esse momento, outros exames veterinários podem ser solicitados. O hemograma (de sangue), por exemplo, ajuda a identificar possíveis infecções e inflamações no sistema. Já a ultrassonografia ou radiografia permite analisar os órgãos internos, detectando alterações ou a presença de massas.
Caso sejam encontradas massas, o médico-veterinário poderá, ainda, solicitar uma biópsia para confirmar o diagnóstico. Neste caso, uma amostra do tecido é retirada, em ambiente hospitalar, para ser analisada por laboratórios. Há também a possibilidade de realizar um teste de citologia, no qual células suspeitas são coletadas para a análise.
Com base nos resultados e na observação do profissional, é possível ter um diagnóstico de linfoma em gatos, além de mais informações sobre o tipo e a extensão da doença.
Após o diagnóstico de linfoma em gato, é comum que o tutor se assuste. Uma das perguntas mais comuns nesse momento é: “linfoma em gatos tem cura?”. Assim como em qualquer outra doença, a resposta vai depender de uma série de fatores, como a gravidade do quadro e a resposta do animal ao tratamento.
De fato, o linfoma é grave e pode ser fatal. Entretanto, existem medidas e intervenções que podem ser tomadas para controlar os sintomas, retardar o avanço da doença, além de proporcionar cura para alguns pets.
A condição pode afetar todo o organismo e, por isso, há vários tratamentos disponíveis. A quimioterapia para linfoma em gatos é um dos caminhos mais comuns. Mas vale lembrar que a indicação, o número de sessões e o tipo de quimioterápico podem variar e devem ser recomendados pelo médico-veterinário.
Em outros casos, a cirurgia também pode ser uma opção. Assim, o médico-veterinário especializado em cirurgia remove o tumor — seja parcial ou integralmente. Além disso, medicamentos orais, como esteroides, analgésicos e antiinflamatórios, podem ser prescritos, de acordo com a individualização de cada caso.
Por fim, o médico-veterinário ainda tem a opção de recomendar cuidados paliativos para o gato com linfoma terminal ou que não possui condições de seguir com o tratamento. O objetivo é diminuir os sintomas mais graves e proporcionar maior conforto ao felino.
O tempo de vida de um gato com linfoma é algo extremamente subjetivo. O felino pode viver anos com a doença, enquanto outros têm apenas algumas semanas de sobrevida. Há também casos de cura do linfoma, em que o pet precisa apenas fazer acompanhamento constante para monitorar a possível recidiva (retorno do câncer).
Como dito, isso irá depender de muitos fatores. Um dos principais é a resposta do organismo do pet aos tratamentos escolhidos. Por isso, animais com FeLV ou FIV tendem a ter uma sobrevida menor, uma vez que já possuem condições graves, que dificultam o tratamento.
Infelizmente, não há nada que o tutor possa fazer para impedir o linfoma em gatos. Por outro lado, existem ações que ajudam a prevenir a doença ou, pelo menos, aumentar as chances de tratamento em caso de diagnóstico. Algumas delas são:
Por falar na importância de prevenir a FIV e FeLV para evitar o linfoma, confira mais sobre as doenças na Petz TV:
Agora que você sabe da gravidade do linfoma em gatos, não deixe de cuidar do seu felino. Para isso, você pode contar com o Centro Veterinário Seres. Encontre a clínica mais próxima de você e marque já a sua consulta!
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