Por Alexandre Rossi – Dr Pet
Ver seu pet se lambendo com frequência pode parecer apenas um comportamento de higiene. Mas quando isso acontece de forma insistente, sempre nas mesmas regiões, é hora de prestar atenção. A lambedura em excesso pode ser sinal de que algo está incomodando seu pet — e, mais do que isso, pode se tornar um problema por si só.
Nesta coluna, vamos entender por que esse comportamento acontece, quando ele se torna preocupante e como lidar com ele da melhor forma possível, sempre com o apoio de um profissional.
Existem muitas causas possíveis para a lambedura excessiva e a maioria delas está ligada a algum tipo de desconforto. A mais comum é a coceira provocada por alergias — seja por contato com substâncias no ambiente, alimentos ou picadas de parasitas como pulgas e carrapatos. A pele fica irritada, o pet tenta aliviar e a lambedura entra em cena.
Outros motivos físicos também entram na lista, como dores articulares, inflamações musculares ou até desconfortos digestivos. Nesses casos, o pet pode lamber a pata, a barriga ou outras regiões, mesmo que a origem da dor esteja em outro ponto do corpo. Há situações em que a dor é interna e difícil de identificar sem exames. É o caso, por exemplo, de uma inflamação no ombro que faz o pet lamber a lateral do corpo ou de dores irradiadas, que confundem o local do incômodo.
Por isso, o primeiro passo deve ser sempre consultar um médico-veterinário. Só ele pode avaliar o quadro de forma completa, indicar exames, descartar causas clínicas e propor o tratamento mais adequado.
A dieta do pet também pode estar relacionada ao problema. Algumas proteínas presentes na ração — como frango, boi ou ovos — são conhecidas por causar reações alérgicas em cães mais sensíveis. Quando há suspeita, o veterinário pode indicar uma dieta de eliminação: o animal passa a comer apenas um alimento específico por um tempo, para observar se há melhora.
Além da ração, fatores ambientais merecem atenção. Produtos de limpeza usados no chão, perfumes e até tecidos sintéticos das roupas podem causar irritação na pele ou nas patas. Nesses casos, a mudança de produto ou o uso de tecidos mais neutros pode fazer diferença.
E não se esqueça: passeios em horários de sol forte podem provocar queimaduras nas patas. Se o cão começa a lamber logo após a caminhada, vale se atentar!
Mesmo que a causa original já tenha sido resolvida, a lambedura pode continuar. Isso acontece quando o comportamento se repete tanto que vira um hábito — uma forma do pet aliviar tensão ou buscar atenção. E aí entramos no campo dos comportamentos compulsivos.
Pets que passam muito tempo sozinhos, sem estímulo físico ou mental, têm mais chances de desenvolver esse tipo de comportamento. A lambedura, nesse caso, funciona como uma válvula de escape. O problema é que ela pode causar lesões na pele, dificultar a cicatrização de pequenas feridas e, em casos mais graves, provocar infecções.
Por isso, além de tratar o sintoma, é essencial entender o contexto emocional do pet. Mudanças na rotina, falta de exercícios, ausência de interação com a família — tudo isso pode influenciar. O acompanhamento de um profissional especializado em comportamento animal, como os da minha equipe Cão Cidadão, pode ser necessário para reorganizar o ambiente e os estímulos oferecidos ao pet.
O primeiro passo é buscar orientação veterinária. Não tente resolver sozinho ou mascarar o problema com soluções temporárias, como cremes ou sapatinhos — esses recursos até podem ser usados em alguns casos, mas sempre com indicação profissional. O ideal é entender o que está motivando o comportamento e tratar a causa, não só o sintoma.
Outras atitudes que ajudam:
Ver o pet se lamber demais pode causar angústia. Muitas vezes, o tutor sente pena e tenta interromper o comportamento com afeto, mas é importante lembrar que, nesses momentos, o que o animal mais precisa é de investigação e cuidado. Só assim será possível oferecer conforto real e evitar que o problema se agrave.
Se o seu pet começou a se lamber com frequência ou já apresenta sinais de lesões, não espere. Procure um veterinário de confiança, descreva tudo que você observou e siga as orientações com paciência. Em muitos casos, com o tratamento certo, o comportamento diminui e o bem-estar volta a se equilibrar.
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