Cachorro na guia é um assunto sério, mas que ainda não recebe a devida atenção. O Brasil já registrou mais de 50 mortes por ano causadas por mordidas de cães, número que atingiu recordes nos últimos anos. Esse dado, por si só, já mostra por que o cachorro deve usar guia durante os passeios.
Ainda assim, muitos responsáveis têm dúvidas sobre como garantir o conforto do pet, o que diz a legislação da sua cidade e como escolher a guia ideal para cada porte e perfil de animal.
Pensando nisso, o blog da Petz conversou com os adestradores Maurício Choinski e Andréia Gomes de Oliveira, da Cão Cidadão, para explicar por que o cachorro precisa usar guia e como tornar o passeio mais seguro e tranquilo para todos.
Existem muitos motivos para utilizar guia durante o passeio. Um dos principais é a obrigatoriedade legal, prevista em diversas cidades, com o objetivo de garantir a segurança coletiva. “Há uma legislação que determina essa obrigatoriedade. Além disso, a guia oferece controle e segurança durante os passeios, tanto para os cães quanto para as pessoas”, explica a adestradora da Cão Cidadão.
Em relação à proteção do animal, o uso do acessório ajuda a prevenir:
Mesmo o cachorro mais comportado e adestrado pode deixar que os instintos prevaleçam. “Por mais que um cão sem guia inspire uma imagem de ‘extrema obediência’, essa prática é uma irresponsabilidade […] Diante de um estímulo inesperado, não dominamos as reações do animal”, afirma o adestrador Maurício Choinski.
Nem todo cachorro reconhece limites na interação com desconhecidos, sejam humanos ou outros animais. “De maneira geral, cães são seres sociais, mas nem sempre o ‘outro’ deseja essa interatividade. Respeitar o espaço alheio em vias públicas é um ato de educação, evitando situações embaraçosas e perigosas”, aponta o adestrador.
Por isso, o uso da guia ajuda a impedir encontros indesejados com:
Além de reduzir o risco de acidentes e proteger a integridade física do animal, essa é uma atitude que demonstra respeito ao próximo e contribui para uma convivência mais harmoniosa nos espaços públicos.
Por fim, utilizar a guia durante os passeios também pode ser uma importante ferramenta de treinamento, trazendo mais segurança para o cão e reforçando a condução do tutor.
Nesse contexto, o acessório contribui para:
Com todos esses benefícios em mente, é fundamental verificar a legislação da sua cidade para garantir que o passeio esteja de acordo com as regras locais.
Em diversas cidades do Brasil, já existe lei que obriga o uso da guia durante o passeio com cachorros. Os detalhes variam de cidade para cidade. Em alguns locais, também é exigido que a pessoa em controle do cão seja maior de idade.
Além disso, algumas regiões redobram as exigências para cachorros de porte grande. Já raças como Pit Bull, Rottweiler e Dobermann podem ser obrigadas a usar focinheira em locais públicos. É fundamental conferir as regras da sua cidade, para evitar problemas.
Algumas cidades que obrigam o uso da guia no passeio, independente da raça, são:
As punições para o descumprimento da regra também variam, indo de multa à apreensão do animal. Em casos de ataque do cachorro a outra pessoa, o tutor ainda pode responder criminalmente.
Via de regra, o uso da guia é obrigatório. No entanto, existem condições específicas, apontadas pelos adestradores, em que o acessório pode ser dispensado. Uma exceção envolve passeios com cães que apresentam problemas de saúde, nos quais a guia pode agravar dores articulares, por exemplo.
Animais idosos, com mobilidade reduzida, também podem se atrapalhar com modelos tradicionais. Nesses casos, a solução não é abrir mão do controle. “Cadeiras e carrinhos são alternativas para acomodar os cães e proporcionar um passeio com interação com o ambiente, sem a necessidade de contenção pela guia”, explica Andréia.
Existem diversos tipos de guia para cachorro disponíveis no mercado, e escolher a opção certa faz toda a diferença na segurança e no conforto durante o passeio. A seguir, entenda como definir o modelo e o tamanho ideais para o seu cão, além de conferir as diferenças entre guia, coleira e peitoral.
Ainda não sabe a diferença entre guia, peitoral e coleira? Calma que a gente te explica. Entender a função de cada item é essencial não só para garantir mais segurança e conforto no passeio, mas também para cumprir a legislação municipal.
Alguns dos principais modelos de guia para cachorro no mercado são:
As guias variam no comprimento e na largura da fita, influenciando tanto o conforto do tutor quanto o controle do cachorro durante o passeio.
Em treinos específicos ou áreas amplas, guias mais longas podem ser úteis, mas não são recomendadas para uso em ruas movimentadas. Comprimentos mais curtos ajudam a manter o cão mais próximo em situações de trânsito ou perto de outros animais.
Qualquer modelo exige um período de adaptação e paciência. A princípio, é fundamental observar se o acessório não impede o movimento natural da caminhada, permitindo um passeio saudável e confortável.
Entre os principais sinais de que o cão ainda não está adaptado à guia ou de que o equipamento não está ajustado corretamente estão:
Por outro lado, é importante garantir que ele caminhe com tranquilidade e consiga interagir com o ambiente — farejar, fazer xixi e explorar o espaço de forma segura.
Para facilitar esse processo, a base é o reforço positivo. “É importante que o cão perceba que a guia impõe limites, mas que o momento pode ser prazeroso. O treino com guia e peitoral deve começar em casa, mostrando ao animal, com petiscos, que andar com os acessórios pode ser agradável”, afirma a adestradora Andréia Gomes de Oliveira.
Se o tutor perceber muita ansiedade antes do passeio, dificuldade de controle na rua, medo excessivo ou comportamentos agressivos, pode ser o momento de procurar o suporte de um adestrador.
O ideal é que o trabalho comece assim que o novo cão chega em casa, antes mesmo do surgimento de sinais mais intensos. No entanto, nunca é tarde para iniciar.
O adestramento fortalece a comunicação entre tutor e pet, ensina limites e comandos básicos, ajuda no controle dos estímulos e contribui para uma rotina mais equilibrada.
Para isso, é possível contar com a Cão Cidadão. Com profissionais capacitados, a equipe atua desde conceitos básicos até questões mais avançadas de comportamento animal. Faça a avaliação gratuita agora mesmo.
Por Alexandre Rossi - Dr Pet O calor não afeta apenas o corpo de cães…
Adotar um pet é um gesto de amor que transforma duas vidas: a do animal…
Os pets são uma grande companhia. Por isso, muitas pessoas se preocupam em manter a…
Quem está em busca de um pet diferente já pode pensar em como comprar um…
As abelhas produzem diversas substâncias benéficas para os seres humanos. Estudos já comprovam que algumas…
Se você é responsável por gatos, já deve ter percebido que muitos não resistem a…