Mudanças no comportamento do felino, miados excessivos ou até aquele xixi fora do lugar podem ser mais do que “manha” e devem acender um alerta no tutor. Afinal, esses são alguns dos possíveis sinais de estresse em gatos.
Apesar de discretos por natureza, os felinos dão pistas importantes quando algo não vai bem. No blog da Petz, você vai aprender a identificar os principais sinais de estresse no seu gato e descobrir estratégias simples para promover mais bem-estar no dia a dia. Continue lendo para saber mais.
Antes de mais nada, o principal passo é reconhecer os sinais de estresse em gatos, a fim de entender como ajudar o seu pet.
Alguns alertas no comportamento dos felinos são:
Além de entender os sinais, vale conhecer também os motivos mais comuns que podem causar desconforto e estresse nos animais.
O estresse e a saúde felina estão interligados. Os sinais de estresse em gatos podem surgir por diversas causas físicas e comportamentais. Confira as principais, a seguir.
O estresse felino muitas vezes está relacionado à dor, como resultado de uma lesão ou condição crônica.
Por exemplo, gatos idosos que desenvolvem artrite costumam sentir desconforto no corpo. Isso afeta a mobilidade e pode dificultar o agachamento para usar a caixa de areia ou para realizar a higiene pessoal.
Gatos com dor também podem se esconder ou evitar o toque.
Qualquer coisa, desde febre até constipação ou perda de função renal, pode deixar o gato desconfortável e elevar os níveis de estresse. Em lares com mais de um gato, a doença de um ainda pode afetar o comportamento dos outros, aumentando o estresse no ambiente.
Filhotes que não foram devidamente socializados podem apresentar medo diante de novidades, sejam outros animais, humanos ou mudanças na rotina.
Se você adotou seu gato já adulto, ele pode já ter associações negativas com experiências da infância, o que desencadeia comportamentos de estresse.
Alguns gatos apresentam alterações cognitivas, como problemas de memória, à medida que envelhecem.
Essas mudanças químicas no cérebro podem causar comportamentos obsessivos, como: miados excessivos, lambedura compulsiva, ingestão ou mastigação de objetos não comestíveis (como tecido) ou até automutilação.
Certas raças, como Siameses, Burmeses e Abissínios, podem ter maior predisposição a esses comportamentos.
Com o envelhecimento, a audição, a visão e o olfato do gato diminuem. Isso afeta a forma como ele interage com o mundo. Gatos com dificuldades sensoriais podem se assustar mais facilmente, gerando estresse no seu dia a dia.
Mudanças no ambiente, como móveis rearranjados ou a chegada de novos membros na casa, podem estressar os gatos. Gatos mais velhos costumam ser mais sensíveis a mudanças, já que sua capacidade de adaptação tende a diminuir com o tempo.
A ansiedade de separação não é exclusiva dos cachorros. Alguns gatos também ficam estressados ao ficarem sozinhos em casa por longos períodos, especialmente os que lidam com traumas relacionados ao abandono.
Nunca puna ou repreenda seu gato por comportamentos indesejados. Isso apenas aumenta o medo e piora a situação. Confira, a seguir, algumas estratégias que podem ajudar a reduzir o estresse e garantir o bem-estar do seu gato.
Ao observar sinais de estresse, agende uma consulta com o veterinário para investigar ou tratar possíveis problemas de saúde. Em alguns casos, ele pode recomendar medicamentos para reduzir o estresse.
O veterinário também pode indicar uma alimentação completa e balanceada, adequada à fase de vida do seu gato, garantindo os nutrientes necessários para sua saúde.
Dependendo da avaliação, o veterinário pode encaminhá-lo a um especialista em comportamento animal.
Esses profissionais ajudam a identificar gatilhos de estresse e a reduzir comportamentos indesejados, por meio da eliminação de estímulos ou de técnicas de dessensibilização e contracondicionamento, que envolvem exposição gradual a estímulos ou associação positiva a eles.
A gatificação, ou seja, o enriquecimento ambiental para gatos, apoia a saúde física e emocional, ajudando o felino a se sentir mais seguro e relaxado. A seguir, confira algumas formas simples de enriquecer o ambiente do seu pet.
Confira, na Petz TV, mais detalhes sobre a gatificação de ambientes.
A higiene é um ponto fundamental para o bem-estar do felino. Um ambiente sujo pode causar estresse, fazendo com que o animal se esconda ou evite usar a caixa de areia. Por isso, vale apostar em algumas estratégias.
O estresse crônico pode ter efeitos fisiológicos sérios na saúde do seu pet. Porém, com amor, paciência e apoio do veterinário, seu gato pode voltar a ser feliz e saudável. Para isso, conte com a Petz e encontre tudo que seu felino precisa.
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