Síndrome de Cushing em cães: causas, sintomas e tratamento

Postado por PETZ, em 24/05/2019

Cachorros
Síndrome de Cushing em cães: causas, sintomas e tratamento

Em certos aspectos, seres vivos lembram o mecanismo de um relógio: são formados por várias estruturas diferentes e separadas, mas que, juntas, garantem o bom funcionamento do organismo. E qualquer “peça” com defeito é capaz de causar um desequilíbrio enorme, como acontece na síndrome de Cushing em cães.

Também chamada de hiperadrenocorticismo, a síndrome é resultado do funcionamento anormal das glândulas hipófise ou adrenais. Os sinais, muitas vezes, são confundidos com o envelhecimento natural dos pets.

Mas fique atento! Além de reduzir a qualidade de vida dos nossos amigos, a síndrome de Cushing frequentemente é causada por tumores. Por isso, é bom investigar. Vamos saber mais sobre o que é, quais são as causas, sintomas e tratamento para síndrome de cushing em cães?

Síndrome de Cushing em cães: o que é?

Não é só o nome que é complicado. Por envolver a ação de hormônios, a doença também não é tão simples de entender. Mas vamos lá: em linhas gerais, trata-se de um aumento da quantidade de corticóide no organismo do animal, o que, por sua vez, desencadeia o hipermetabolismo (quebra excessiva) de lipídeos, carboidratos e proteínas.

“No cão saudável, a glândula hipófise produz um hormônio chamado ACTH que estimula as glândulas adrenais a produzir glicocorticoides em volumes fisiológicos e normais”, explica a Dra. Renata Alvez, médica-veterinária da Petz.

“A produção exagerada dos glicocorticoides, por descontrole da hipófise ou das adrenais, causa efeitos prejudiciais ao organismo e pode resultar em outras doenças, por exemplo, a diabetes”, conclui a especialista.

Hiperadrenocorticismo em cães: conheça as causas

A síndrome de Cushing ou hiperadrenocorticismo é exatamente isso: ela é caracterizada pela produção anormal e aumentada de corticóide no organismo. Mas o que leva a esse desequilíbrio? Segundo a Dra. Renata, as principais causas do hiperadrenocorticismo em cães são:

  • tumores nas glândulas hipófise ou adrenais,
  • Iatrogenia (administração indiscriminada de medicamentos com glicocorticoides).

No caso dos tumores, é interessante destacar que, embora causem desequilíbrios, eles não necessariamente são malignos (nem sempre tendem a fazer metástase). O problema é que, quando acontecem na hipófise, que fica no encéfalo, eles comprimem o tecido nervoso e causam também outros problemas.

Síndrome de Cushing em cães: prognóstico e sintomas

A maneira mais fácil de identificar a síndrome de Cushing em cães é por meio de check-ups periódicos no veterinário. Isso porque, embora ela tenha um número significativo de sintomas, eles são bastante parecidos com sinais de envelhecimento. Mas fique atento às seguintes alterações (porque todas podem resultar do excesso de glicorticóide no organismo):

  • Sede excessiva e aumento do volume de urina;
  • Aumento de apetite;
  • Ganho de peso, com aumento da região abdominal;
  • Pele mais fininha;
  • Mudança na coloração da pele de rosada para acinzentada;
  • Presença de vasos aparentes (telangiectasia);
  • Perda de pelos;
  • Irritabilidade ou agitação;
  • Fraqueza;
  • Atrofia muscular,
  • Alteração no ciclo reprodutivo das fêmeas.

Lembrando que todos os cachorros podem desenvolver a síndrome. No entanto, segundo a Dra. Renata, algumas raças têm mais predisposição. É o caso de animais de pequeno porte que requerem cuidados especiais, como terrier (yorkshire, silkies, bull terrier e boston terrier), poodle, dachshund, american eskimo dog e spitz.

Caso você tenha cachorros filhotes, não se preocupe. Os cuidados com filhotes são outros, já que para verificar a presença da Síndrome, fique atento a partir dos 6 anos. Essa é a fase em que a doença se torna mais comum nos cãezinhos dessas raças.

Diagnóstico e tratamento

Em caso de suspeita de hiperadrenocorticismo, o médico-veterinário poderá solicitar tanto coleta de sangue como exames de imagem. Isso porque, enquanto a amostra sanguínea indica alterações em órgãos que dependem do bom funcionamento dos glicocorticóides, como o fígado, exames de imagem, como o ultrassom, poderão revelar tumores nas glândulas adrenais.

“O diagnóstico preciso é por meio do sangue, com os testes de estimulação com ACTH e de supressão com dosagem baixa de dexametasona”, explica a veterinária. Já o tratamento para síndrome de cushing em cães vai depender da origem da síndrome e das alterações causadas por ela no organismo.

“Se o tumor for detectado, a solução pode ser cirúrgica, juntamente a quimioterapia”, diz a Dra. Renata. Além de tratar outras enfermidades e órgãos afetados pela síndrome, o veterinário também poderá recomendar o uso de medicamentos para toda a vida do pet.

Identificar a síndrome de Cushing logo no início é fundamental para evitar que ela comprometa outros órgãos, melhorando a qualidade de vida do seu amigo. Nesse sentido, a Dra. Renata diz que testes para a doença não são feitos de rotina.

“Mas outros exames realizados em check-ups podem sugerir a alteração, apontando para a necessidade de exames específicos”, completa. Por isso, leve seu amigo para uma consulta ao menos uma vez por ano!

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Petz

Aqui você encontra tudo e um pouco mais sobre o incrível mundo animal e fica por dentro dos cuidados essenciais com seu bichinho de estimação, seja para um cachorro, gato, passarinho, hamster, peixes e muitos outros — ou todos eles!

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