10 doenças mais comuns em pets idosos e como preveni-las
Publicado em 19 de setembro de 2026Tempo de leitura: 7min
O envelhecimento faz parte da vida de cães e gatos e, assim como acontece com os humanos, algumas mudanças no organismo se tornam mais frequentes com o passar dos anos. Isso não significa que um pet idoso necessariamente ficará doente, mas algumas condições passam a exigir mais atenção e acompanhamento veterinário.
Artrose, doenças cardíacas, alterações renais, problemas hormonais e doenças periodontais estão entre os problemas que podem aparecer com mais frequência nessa fase. Por isso, reconhecer mudanças no comportamento e realizar exames periódicos também ajudam a identificar alterações antes que os sinais se tornem evidentes.
Confira, a seguir, as 10 doenças mais comuns em cães e gatos idosos, assim como o que fazer para preveni-las.

Principais doenças em cães idosos
Artrose
A artrose é uma doença degenerativa das articulações que pode causar dor, rigidez e redução da mobilidade. Em cachorros idosos, é comum perceber pequenas mudanças no início: o pet demora mais para levantar, evita escadas e passa a caminhar menos.
O acompanhamento veterinário é importante para avaliar a origem da dor e definir estratégias para preservar a mobilidade e a qualidade de vida do animal. Fisioterapia, acupuntura, além de mudanças na estrutura da casa podem fazer a diferença.
Doenças cardíacas
As doenças cardíacas podem comprometer a capacidade do órgão de bombear sangue adequadamente e, dependendo da condição, provocar sinais distintos, como cansaço, tosse, dificuldade para respirar, intolerância aos exercícios ou desmaios.
Um ponto importante é que alguns problemas cardíacos podem evoluir sem sinais muito evidentes. Por isso, consultas periódicas permitem que o veterinário identifique alterações que podem precisar de investigação desde cedo.
Doenças periodontais
O acúmulo de placa bacteriana e tártaro pode favorecer o desenvolvimento de doenças periodontais, que afetam as estruturas responsáveis pela sustentação dos dentes. O problema é especialmente comum em cães idosos.
Mau hálito, gengivas avermelhadas, sangramento e dificuldade para mastigar são sinais que merecem atenção. A saúde bucal não deve ser tratada apenas como uma questão estética. A doença periodontal pode causar dor e comprometer a alimentação, além de estar associada a impactos na saúde geral do animal, afetando órgãos como coração e rins.
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Catarata
A catarata acontece quando o cristalino, estrutura localizada dentro do olho, fica opaco e interfere na passagem da luz. A alteração pode comprometer a visão e, em alguns casos, evoluir para a perda visual.
Nem toda alteração esbranquiçada nos olhos de um cão idoso é catarata. Existe também uma mudança relacionada ao envelhecimento, chamada esclerose nuclear, que pode deixar os olhos com aspecto acinzentado sem necessariamente causar a perda de visão.
Por isso, qualquer mudança na aparência dos olhos ou no comportamento do pet deve ser avaliada por um veterinário. Bater em móveis ou demonstrar insegurança em ambientes pouco iluminados, por exemplo, podem ser sinais de alteração visual.
Síndrome da Disfunção Cognitiva
A Síndrome da Disfunção Cognitiva, popularmente chamada de Alzheimer canino, é uma condição relacionada ao envelhecimento do sistema nervoso e pode provocar mudanças no comportamento e na rotina do cão. Entre os sinais estão desorientação, alteração no sono e dificuldade para realizar atividades que antes eram familiares.
Vale dizer que nem toda mudança de comportamento em um cão idoso significa disfunção cognitiva. Dor, alterações na visão, perda de audição e outras doenças também podem modificar a maneira como o animal age. Por isso, a investigação veterinária é fundamental.

Principais doenças em gatos idosos
Artrose
A artrose é uma das condições mais subdiagnosticadas em gatos idosos, já que os felinos raramente demonstram dor com uma mancada evidente. Em vez disso, podem simplesmente deixar de fazer coisas que costumavam fazer.
Um gato com dor nas articulações pode parar de pular em lugares altos, ter dificuldade para entrar na caixa de areia, reduzir as brincadeiras ou deixar de se limpar adequadamente. Por isso, qualquer mudança na mobilidade ou na rotina deve ser comunicada ao veterinário.
Doença renal crônica (DRC)
A doença renal crônica é uma das condições mais comuns entre gatos idosos. Com o tempo, os rins podem perder parte de sua capacidade de desempenhar suas funções, e os sinais podem ser bastante discretos no início. Aumento da quantidade de urina, perda de peso, redução do apetite, vômitos e mau hálito podem aparecer conforme a doença evolui.
Como os sinais podem surgir apenas quando a doença já está mais avançada, exames de sangue e urina periódicos são importantes para acompanhar a função renal e identificar alterações precocemente.
Hipertireoidismo
O hipertireoidismo ocorre quando a tireoide passa a produzir hormônios em excesso, acelerando o metabolismo. O pet pode apresentar perda de peso mesmo com o apetite normal, aumento da sede e da urina, hiperatividade ou alterações no comportamento.
A doença costuma ser diagnosticada principalmente em gatos com mais de 10 anos. O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais, especialmente a dosagem dos hormônios da tireoide.
Diabetes
A diabetes também pode afetar gatos, especialmente aqueles com fatores de risco, como obesidade e sedentarismo. A doença ocorre quando o organismo não consegue produzir insulina corretamente, aumentando a concentração de glicose no sangue.
Aumento da sede e da quantidade de urina, perda de peso e alterações no apetite estão entre os sintomas mais comuns de diabetes. O acompanhamento veterinário é importante tanto para o diagnóstico quanto para definir o tratamento.
Doenças periodontais
Assim como acontece com os cães, os gatos idosos estão sujeitos às doenças periodontais. O problema pode causar dor, inflamação e dificuldade para comer. Semelhantes aos sintomas caninos, mau hálito, gengivas avermelhadas, tártaro e mudanças na maneira de mastigar são alertas. A avaliação odontológica deve fazer parte do acompanhamento do gato idoso, principalmente porque eles podem não demonstrar o desconforto.
Pets idosos apresentam mais riscos de câncer
O envelhecimento está associado a um aumento na ocorrência de neoplasias em cães e gatos. Por isso, o câncer está entre as condições que merecem atenção especial durante o acompanhamento de pets idosos.
Isso não significa que todo pet idoso terá a doença, mas que alterações como o aparecimento de caroço, perda de peso, mudanças no apetite ou no comportamento, além de sangramentos sem causa aparente demandam ainda mais atenção.
Durante consultas de rotina, o veterinário pode examinar a pele, boca, linfonodos e abdômen e identificar alterações que ainda não chamam a atenção no dia a dia. Quando existe alguma suspeita, exames complementares são indicados para a avaliação do quadro.
Um plano de saúde para pets idosos pode ajudar
Já deu para reparar que o acompanhamento veterinário, que já é indispensável para adultos, se torna ainda mais importante conforme o pet envelhece. Consultas, exames laboratoriais, de imagem e tratamentos devem fazer parte da rotina de cuidado de animais idosos, dependendo das necessidades de cada paciente.
Um plano de saúde veterinário pode ajudar o tutor a organizar esse acompanhamento e ter acesso a diferentes serviços de saúde. O Seres Saúde conta com um pacote específico para animais sêniors, com coberturas feitas por veterinários, que sabem as principais demandas da faixa etária. Sem carência ou coparticipação, basta verificar a disponibilidade na sua região, contratar o plano e começar a usá-lo.
Mais do que esperar o aparecimento de sintomas, cuidar de um pet idoso significa acompanhar de perto as mudanças que fazem parte dessa fase, um envelhecimento saudável e com muita qualidade de vida.
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