Saúde e Cuidados

Descubra se gatos com FeLV podem conviver com outros gatos

A FeLV, ou leucemia felina, é uma doença grave que merece toda a atenção dos responsáveis. Para quem tem mais de um felino, o cuidado deve ser redobrado, já que a doença é contagiosa. Por isso, muitos se perguntam se gatos com FeLV podem conviver com outros gatos.

Teria uma forma de proteger o gato saudável mesmo convivendo com um animal infectado? Se você está preocupado com a saúde do pet, continue lendo. Aprenda aqui se gatos com FeLV podem conviver com outros gatos e como prevenir a doença.

O que é FeLV?

Apesar de bastante conhecida, a FeLV ainda desperta dúvidas em muitos responsáveis. Em grande parte, essa confusão ocorre pelo nome da doença: vírus da leucemia felina. A Dra. Camille Oliveira, médica-veterinária da Petz, explica que, apesar do nome, a FeLV possui poucas semelhanças com a leucemia que atinge os humanos.

Diferentemente da doença humana, a leucemia felina é causada por um vírus. Ao entrar em contato com o organismo do gato, o vírus atinge o sistema imunológico, deixando o animal mais suscetível a infecções e outras doenças.

Como gera uma série de complicações, a FeLV é considerada uma doença grave. O tratamento sempre deve ser acompanhado de perto por um médico-veterinário.

Formas de contágio

Um dos grandes problemas dessa doença é que a FeLV felina é contagiosa. A Dra. Camille explica que as próprias características do vírus o tornam muito contagioso.

A especialista também afirma que o comportamento do animal auxilia na maneira como FeLV é transmitida. “Os gatos infectados eliminam o vírus pela saliva, fezes, leite e urina”, afirma.

Como os gatos adoram se lamber ou brincar juntos, o contágio é muito frequente. “O compartilhamento de comedouros, bebedouros e caixas de areia também contribui para a contaminação”, complementa a profissional. Então, quando um pet saudável convive com um gato com FeLV, a chance dele se infectar é alta.

Gatos com FeLV podem conviver com outros gatos?

Mesmo que a FeLV seja contagiosa, será que isso exige isolamento completo? Afinal, gatos com FeLV podem conviver com outros gatos?

A Dra. Camille explica que, dada a grande possibilidade de contaminação, é recomendado que o animal contaminado seja afastado dos outros pets. “Para prevenir a contaminação, é fundamental confinar os gatos infectados, separando-os dos demais”, afirma.

A convivência entre gatos em um mesmo espaço provavelmente envolverá lamber, brincar ou mesmo brigar um com outro. E, caso um deles esteja doente, o contágio por FeLV é quase inevitável.

Sabendo que FeLV é transmissível, é importante realizar acompanhamento regular com um veterinário para todos os animais. O profissional poderá orientar o tratamento do pet contaminado e realizar exames regulares no pet saudável.

A vacinação do pet previne a FeLV

Manter a carteirinha de vacinação do pet em dia é um passo essencial para cuidar da saúde dele. E se você quiser proteger seu animal da FeLV, pergunte ao veterinário sobre as opções de vacinas disponíveis.

A quíntupla felina, como o nome indica, protege o animal de cinco doenças diferentes, entre elas a leucemia felina. Existem vacinas específicas para FeLV, que podem ser aplicadas durante o protocolo vacinal do gato, em associação com as vacinas tripla e quádrupla felina.

A Dra. Camille reforça que a quíntupla é indicada para pets que acessam a rua ou vivem em ambientes coletivos. Porém, é necessário testar o pet para saber se ele está ou não contaminado. Lembre-se que a vacinação serve como prevenção, e não como cura. Assim, ela não terá efeitos em um pet já contaminado.

Sintomas da FeLV

Perceber que o pet está doente é o primeiro passo para iniciar um tratamento eficaz. E como a FeLV é uma doença sistêmica, que atinge o sistema imunológico, os sintomas podem ser difíceis de perceber. A Dra. Camille afirma que é necessário ter atenção aos seguintes sinais:

  • perda de peso;
  • apatia;
  • alterações respiratórias;
  • alterações gástricas;
  • febre.

Como podemos perceber, os sintomas são parecidos com diversas outras doenças. Então, ao notar qualquer um dos sinais acima em seu gato, procure um veterinário o mais rápido o possível. Somente um profissional poderá diagnosticar a presença do vírus e indicar o tratamento adequado.

Diagnóstico e tratamento

O veterinário poderá detectar a FeLV através de exames específicos, como o PCR e teste rápido. Eles indicarão a presença do vírus no organismo do gato ao trazer um resultado positivo para a doença. A Dra. Camille explica que, uma vez confirmada a doença, inicia-se um tratamento complementar.

Essa prática auxilia o animal a combater as consequências da doença. “Infelizmente, não existe cura para o vírus. Por causa da imunossupressão associada a FeLV, é necessário identificar e tratar infecções secundárias”, comenta a veterinária.

Sabendo que o gato está positivo para FeLV, o profissional poderá passar recomendações para fortalecer a imunidade do pet e prevenir possíveis complicações. “É importante castrar, fornecer ração de alta qualidade, evitar carne, ovos crus e leite, além de monitorar de perto a saúde dos gatos”, complementa Camille.

Quanto tempo vive um gato com FeLV?

Por ser uma doença muito agressiva, a leucemia felina encurta a expectativa de vida dos animais. Porém, quanto tempo vive um gato com FeLV vai depender do tratamento recebido e do momento do diagnóstico.

Em geral, a expectativa é de um a três anos, a partir da detecção da doença. Esse número pode variar de acordo com a idade e as características do pet. Para ter mais detalhes, converse com o veterinário que está acompanhando o gato.

Confira mais informações sobre a FIV e FeLV na Petz TV:

Agora que você já sabe se gatos com FeLV podem conviver com outros gatos, confira mais sobre cuidados com a saúde felina no blog da Petz. Aproveite sua visita e confira nossos conteúdos sobre o mundo dos animais das mais diversas espécies.

Rodrigo Botinhao

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