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Peixe sente frio como outros animais? Saiba mais sobre o pet

Publicado em 30 de julho de 2026

Tempo de leitura: 5min

Peixe-palhaço no aquário.

No universo do aquarismo, é comum questionar se o peixe sente frio, mas a resposta correta envolve conceitos científicos como ectotermia e poiquilotermia. Ao contrário dos mamíferos, a maioria dos peixes não gera calor interno por meio do metabolismo para manter uma temperatura corporal constante.

Peixe laranja no aquário.

Eles dependem da temperatura da água do ambiente para ditar o ritmo de suas funções biológicas. A seguir, o blog da Petz te explica a fisiologia térmica dos peixes, a eficiência evolutiva desse mecanismo e como manter o equilíbrio térmico para a sobrevivência das espécies.

Entenda a biologia dos animais ectotérmicos

A grande maioria das espécies ornamentais é classificada como ectotérmica ou pecilotérmica. Isso significa que a temperatura do sangue e dos tecidos desses animais flutua conforme a temperatura da água em que estão inseridos. Quando o ambiente resfria, o metabolismo do animal desacelera de modo proporcional.

Ou seja, não há um mecanismo de defesa ativa contra a mudança térmica. Portanto, a afirmação de que o peixe sente frio refere-se, tecnicamente, ao estado de estresse fisiológico causado pela exposição a temperaturas abaixo da faixa ideal para sua espécie.

Existem peixes endotérmicos?

Nas últimas décadas, cientistas descobriram o primeiro peixe de água fria endotérmico, chamado de Opah e com tamanho de um pneu. Uma série de trocadores de calor em contracorrente nas brânquias ajudou-o a manter o sangue aquecido, o que é essencial para a sobrevivência no Pacífico.

As brânquias possuem vasos sanguíneos que conduzem o fluido térmico aquecido a partir do núcleo corporal. Esses canais envolvem os vasos situados nas extremidades respiratórias, onde ocorre a captação de oxigênio, promovendo o retorno do sangue resfriado ao sistema circulatório central.

Como é feita a regulação térmica dos peixes

Para entender se o peixe sente frio, é preciso também diferenciar os mecanismos de regulação térmica. Além de ser ectotérmica, a maioria dos peixes é poiquilotérmica, termo que designa organismos cuja temperatura interna varia de acordo com as oscilações do ambiente externo.

Essa característica não é uma falha evolutiva, mas uma solução adaptativa para a vida aquática. A água possui um alto calor específico, funcionando como um dissipador térmico, retirando o calor de qualquer objeto mergulhado nela.

Para um animal pequeno, tentar manter o sangue aquecido em um ambiente que retira o seu calor com constância seria inviável. Portanto, ao igualar sua temperatura à da água, o peixe economiza energia vital que pode ser direcionada para o crescimento e a reprodução.

Dois peixes metalizados azul e laranja.

Papel das brânquias na troca térmica

As brânquias são órgãos eficientes para a captura de oxigênio, mas também facilitam a perda de calor. O sangue dos peixes passa muito próximo à superfície das brânquias para realizar as trocas gasosas, ficando em contato quase direto com a água, ou seja, calor seria perdido por meio da respiração branquial.

Dessa forma, quando a água resfria, o metabolismo do animal desacelera. O animal entra em um estado de economia de energia, pois seu corpo não consegue manter a velocidade dos processos químicos necessários para uma vida ativa em águas abaixo da sua faixa térmica ideal.

O que muda na rotina dos peixes quando está frio?

Os peixes no inverno e em dias mais frios ficam mais parados e se alimentam menos. Eles passam a ter uma atividade metabólica menor devido às baixas temperaturas da água e acabam comendo menos. Além disso, eles tentam se refugiar na parte mais funda para evitar as regiões sujeitas ao resfriamento.

Para saber se o peixe sente frio e tomar os cuidados necessários, observe o comportamento do animal. Se ele permanecer parado por muito tempo ou no fundo do aquário, pode ser um sinal de que já está reagindo à baixa temperatura.

Algumas espécies acabam tendo outros comportamentos em decorrência da sensibilidade ao frio. Por exemplo, o peixe betta sente frio e costuma apresentar letargia e estresse, que podem deixá-lo suscetível a doenças.

Nesse caso, os aquaristas podem ampliar o conforto das espécies com o uso de um termostato e aquecedor de qualidade. O primeiro tem a função de regular a temperatura da água, ligando e desligando quando necessário. Ele mantém a água o mais perto possível da temperatura ideal para os peixes.

Já o segundo equipamento tem a função de aquecer a água. O termostato identifica quando a água precisa ser aquecida (com base na temperatura programada) e controla o aquecedor. Ambos atuam em conjunto para manter a temperatura ideal para aquário, evitando mudanças bruscas que afetem a saúde dos peixes.

Riscos da instabilidade térmica no aquário

A manutenção de uma temperatura constante no aquário é essencial. Em ambientes naturais, grandes volumes de água demoram a sofrer variações térmicas, porém, em um aquário, o volume reduzido torna o ecossistema vulnerável a mudanças rápidas.

Quando o peixe de aquário sente frio devido a uma queda brusca de temperatura, o estresse térmico compromete a barreira de muco da pele, abrindo portas para patógenos, como fungos e bactérias.

Para evitar danos ao sistema fisiológico dos animais, o uso de termostatos é indispensável. Esses aparelhos garantem que, mesmo em noites de inverno rigoroso, a água permaneça nos parâmetros biológicos da espécie, evitando que o metabolismo caia a níveis perigosos de letargia ou falha orgânica.

Peixe laranja com manchas pretas.

Gostou de saber se o peixe sente frio e como cuidar dos animais aquáticos quando a temperatura cai? Continue acompanhando dicas de cuidados no blog e encontre os equipamentos necessários para o aquário no petshop online da Petz.

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