Cuidados

6 riscos para a longevidade dos gatos que merecem atenção

Publicado em 20 de setembro de 2026

Tempo de leitura: 6min

Tutora com gato preto no colo.

Alguns gatos podem viver muito, ultrapassando os 20 anos. Porém, isso não depende só da genética. Pontos como alimentação, hidratação, saúde bucal e acompanhamento veterinário fazem toda a diferença na qualidade de vida e longevidade do pet.

Além de prevenir algumas doenças, esses cuidados são essenciais para identificar alterações logo no início. Afinal, gatos são especialistas em esconder sinais de dor e desconforto, e nem sempre uma mudança na rotina é percebida de cara.

Então, se a ideia é ajudar o seu gato a viver mais e melhor, vale se atentar a estes 6 erros que podem prejudicar a longevidade do seu felino.

1.Alimentação desequilibrada

A alimentação é uma das bases para a saúde e a longevidade dos pets. Por serem animais carnívoros estritos, os gatos têm necessidades nutricionais específicas.

Além do que o animal deve comer, a quantidade de alimento também importa: oferecer mais do que o necessário pode contribuir para o ganho de peso, especialmente em gatos castrados. Por isso, a dieta deve ser feita por um profissional, sendo adequada à idade, ao estilo de vida e às necessidades individuais do pet.

Ração de qualidade, na quantidade indicada pelo veterinário, ajuda a fornecer os nutrientes necessários para a saúde. Petiscos também entram nessa conta. Eles podem fazer parte da rotina, mas devem ser oferecidos com moderação.

Gato deitado em cama na janela.

2. Baixa ingestão de água

Os gatos não costumam ser muito fãs de água. O problema é que uma hidratação insuficiente prejudica a saúde do trato urinário como um todo, aumentando também o risco de doenças renais. Para estimular o consumo, vale disponibilizar água limpa e fresca em diferentes pontos da casa. Fontes de água são uma alternativa atraente, assim como a inclusão de alimento úmido na rotina, desde que isso seja adequado à dieta do animal.

3. Falta de acompanhamento do peso

Tanto o excesso quanto a perda de peso podem estar relacionados à saúde e merecem atenção. A obesidade aumenta o risco de problemas como diabetes e pode dificultar a movimentação, além de afetar a qualidade de vida. Por outro lado, uma perda de peso sem explicação pode ser um dos primeiros sinais de doenças comuns em gatos.

Por isso, pesar o gato periodicamente e acompanhar sua condição corporal ajuda a perceber mudanças antes que elas se tornem mais evidentes. O peso considerado saudável varia de acordo com cada animal e só o veterinário pode fazer essa avaliação.

A importância da atividade física na manutenção do peso

Nesse contexto, é importante destacar que a atividade física é uma grande aliada na manutenção do peso saudável dos gatos, especialmente quando combinada com um ambiente que estimule seus comportamentos naturais.

A gatificação, com prateleiras, nichos, arranhadores, túneis e diferentes pontos para explorar, ajuda a tornar a casa mais interessante e incentiva o gato a se movimentar ao longo do dia. Brincadeiras com varinhas e brinquedos interativos também aumentam o gasto energético e estimulam a caça e a exploração.

Essa rotina de movimento contribui para evitar o excesso de peso e ainda favorece o bem-estar físico e mental do gato.

4. Falta de cuidados com a saúde bucal

A saúde bucal também faz parte da longevidade dos gatos. O acúmulo de placa bacteriana pode favorecer o desenvolvimento de doenças periodontais, que causam inflamação, dor e comprometimento das estruturas que sustentam os dentes.

O problema é que o gato pode continuar se alimentando mesmo com desconforto. Por isso, sinais como mau hálito persistente, gengivas avermelhadas, salivação excessiva, dificuldade para mastigar ou mudanças na alimentação não devem ser ignorados.

A escovação dos dentes, realizada de maneira adequada, ajuda no controle da placa bacteriana. Além disso, consultas veterinárias permitem avaliar a saúde da boca e identificar a necessidade de procedimentos odontológicos.

Quer saber mais sobre o impacto da saúde bucal na longevidade dos animais? Confira o vídeo da Petz TV sobre o tema:

5. Vacinação e vermifugação desatualizadas

Manter a vacinação e o controle de parasitas é essencial durante toda a vida do gato, inclusive na velhice. A frequência e as vacinas indicadas podem variar de acordo com a idade, o estilo de vida e os riscos aos quais está exposto. Para isso, é necessário consultar o médico-veterinário para montar o protocolo vacinal adequado ao seu pet.

Porém, vale ressaltar que mesmo gatos que não saem de casa precisam de vacinação, já que a exposição a alguns agentes infecciosos pode acontecer de diversas maneiras.

O controle de vermes e outros parasitas também deve seguir a orientação do veterinário. A necessidade de vermifugação e a frequência adequada dependem das características de cada animal e de seu risco de exposição.

6. Falta de consultas veterinárias de rotina

Esperar o gato apresentar algum sintoma para levá-lo ao veterinário pode fazer com que alterações de saúde sejam identificadas mais tarde. Isso acontece porque os gatos costumam esconder sinais de dor e doença, especialmente nos estágios iniciais.

As consultas de rotina permitem avaliar peso, condição corporal, saúde bucal, histórico de vacinação, comportamento e outros aspectos importantes. O veterinário também pode recomendar exames de sangue, urina, pressão arterial ou outros exames complementares.

Esse acompanhamento se torna ainda mais importante com o envelhecimento. Condições como doença renal crônica, hipertireoidismo e diabetes são mais frequentes em gatos idosos e podem apresentar sinais sutis no começo.

Portanto, cuidar da longevidade não significa apenas reagir quando alguma coisa está errada. Significa acompanhar a saúde do gato de forma preventiva e investigar mudanças assim que elas aparecem.

Gato nas costas da tutora.

Afinal, como ajudar o gato a viver mais?

Não existe uma fórmula capaz de garantir quantos anos um gato vai viver. Genética, doenças, ambiente e outros fatores influenciam na longevidade.

Mas alguns cuidados podem contribuir para uma vida mais saudável e com qualidade. Oferecer uma alimentação adequada, estimular a ingestão de água, acompanhar o peso, cuidar da saúde bucal, manter a prevenção de doenças em dia e realizar consultas veterinárias regularmente.

E tem um detalhe importante: conhecer os hábitos do próprio gato. Quanto melhor o tutor conhece o comportamento, o apetite, a ingestão de água, o peso e a rotina do animal, mais fácil perceber quando alguma coisa muda.

Essas pequenas mudanças podem ser o primeiro sinal de que é hora de procurar orientação veterinária. Para isso, você pode contar com o Centro Veterinário Seres. Com unidades por todo o Brasil, a equipe é formada por veterinários capacitados e máquinas modernas, ideias para cuidar do seu pet em todas as fases da vida.

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